quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Museu das Missões disponibiliza 'Dossiê Missões' para download



Em comemoração à 9ª Primavera dos Museus, o Museu das Missões/Ibram disponibiliza os três volumes do Dossiê Missões para download. As publicações estão disponíveis no site do IBRAM

O acervo do Museu das Missões, em maioria composto de esculturas em madeira e pedra produzidas ao longo dos 150 anos de Missões, por muito tempo foi considerado pela própria instituição como "barroco jesuítico", "arte jesuítica" ou outras denominações que atribuíam autoria dos feitos missionais exclusivamente aos padres. O mesmo se dava com o próprio complexo arquitetônico dos remanescentes da antiga Missão de São Miguel, conhecidas como Missões Jesuíticas. Com isso, a autoria indígena, a participação ativa de diversas etnias no processo missional foi silenciada, fenômeno que também se aplicou ao Sítio Arqueológico São Miguel Arcanjo, onde se encontram os remanescentes arquitetônicos da antiga Missão. O resultado foi a continuidade da marginalização da população indígena no interior do processo.

O Dossiê Missões, publicado em 2009, investiga na documentação histórica deixada pelos próprios jesuítas evidências da relação indígenas com a produção de imagens e dos espaços que constituíam os povoados. A publicação do historiador Jean Baptista é fruto de uma pesquisa, iniciada em 1998, sobre as missões indígeno-jesuíticas no Rio Grande do Sul.

A obra encontra-se dividida em três volumes. O primeiro dossiê, O Temporal, refere-se aos assuntos estruturais dos povoados. Constituição dos espaços, formação social e diversidade étnica, leis e divisões simbólicas missionais são seus temas centrais. O segundo dossiê, O Eterno, trata basicamente de aspectos relativos ao debate em torno das crenças e práticas em solo missional. Nele se investigam questões relativas à economia simbólica, práticas de cura e de percepção do além-morte, além dos períodos de guerra. O último dossiê, As Ruínas, procura acompanhar o estado das estruturas missionais imediatamente após a partida dos jesuítas dos povoados até o fim do século XIX. A transformação tanto das pessoas quanto daqueles espaços é seu tema central.

Fonte: IBRAM/MinC

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